sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Prisioneira do Bosque – As nuvens



Yo estaba bien por un tiempo,
Volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
Tu mano me tocó
Y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
Sin saber que he estado
Llorando

Llorando - Rebekah Del Rio






Sem chão para ser sustentada flutuou por cima de algo que ainda não conhecia. Um túnel a levava para vários lugares que ela não compreendia. Percebeu a variação das formas e que alguns sentidos eram despertados à medida que entrava em contato com as “anti-matérias”. 


“Sentidos anteriormente adormecidos pela barreira do carbono e pelas leis da gravidade” - explicou-lhe Perséfone.




Vejo o teu lado de dentro e de fora

Sei quando entra e quais são as possibilidades de saída

As portas são adaptadas a sua capacidade de expansão

Você e o universo dançam no mesmo ritmo.





Caiu em uma rua, o céu estava nublado, as nuvens tencionavam chorar e tudo ficou triste dentro daquele universo. Do outro lado viu uma criança chorando, de uma janela percebeu uma senhora cantando uma canção melancólica, o céu ficou roxo e suas mãos eram invadidas por galhos secos.  


 Já não sabia mais quem era, só sentia uma vontade imensa de chorar e lavar aquele universo que a cada instante entrava em profunda conexão com o seu ser.


E foi assim que ela choveu.





Lave a dor e a infertilidade da terra

Inunde a tristeza e deságüe para bem longe da criança e da anciã.







Cena do Filme "Cidade dos Sonhos"de David Lynch com Rebekah Del Rio