terça-feira, 30 de março de 2010

Infinito Aberto

Rezarei a prece dos desesperados – para comprometer-me com Deus antes que ele desconfie que não acreditamos um no outro. As ruas são segmentos de retas que levam-me ao infinito aberto e o criador dessas linhas não interrompe o passo de quem caminha para o lado oposto. Eu caminho e o infinito deixo para os sem destino. E Ele permite, dando assim a última voz de comando. É incrível como não podemos fugir de seu traço, somos prisioneiros de um mundo real, de uma reta real, de organismos reais, de dimensões reais. Não sei onde o tempo faz sua curva, só posso ter uma vaga idéia. E a sensação de realidade termina quando estendo a mão e a visão de meus dedos é consumida por uma outra realidade que não faz parte da minha. E nesse instante mágico ou ilusório consigo tocar fios de cabelo que ainda existirão.