sábado, 2 de março de 2013

Omnes Aequales

zombiemojo


Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há palavras que nunca são ditas
Há muitas vozes repetindo a mesma frase:
Ninguém é igual ninguém
Me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira.
São todos iguais
E tão desiguais
uns mais iguais que os outros

Ninguém = Ninguém - Engenheiros do Hawaii








De todas as dores que levo

nenhuma é tão sólida quanto o pranto dessas mulheres.



(Sangue, matadouro e 30 chibatadas. )



Nosso brado é um capricho de criança mimada – batalhamos pelo direito de consumir em manada.



(arrancam os rins e vendem o coração – conexão França e Afeganistão)



A lágrima foi paralisada em olhos invadidos

A face retalhada pela mão do “amigo”.

Um Deus que não diz nada – mas governa meio mundo.



(Tio Sam, Primo Allāh, Avô Jeová, expediremos mais armas para o Hezbollah!)



Não há reparação, não há arrependimento.

Quem julga tem culpa

e quem culpa faz silêncio.



A mão apaziguadora também revende a pólvora.


(Regalia, preferência, primeiros da fila – Façam seus pedidos, fregueses queridos!)



Os Senhores da Guerra possuem mil matizes:

não existe partido, não existe presidente

que se salve do dolo, que se conte inocente.



(Até mesmo aqui, nessa “paz” tão bélica lançamos as armas que massacram a Argélia.)



Fim da canção

“Qual é a música?”

A TV me contou que somos iguais aos USA.





2 comentários:

  1. Queria ser bom com o que, por falta de termo melhor, chamo de "poema panfleto"...Sublime, Lisa, Sublime!

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